Como empreender sendo escritor, Maurício Sita traz grandes sacadas.

 

Link: https://www.youtube.com/watch?v=KElOrGuTPrg&feature=youtu.be
Título: Como empreender sendo um escritor
Estou em São Paulo para conversar com o SEO da Literare Books, Mauricio Sita.
Vou contar um pouco da história deste homem, que me recebeu super bem aqui em seu escritório.
Maurício: Bom começar o dia assim, falando de coisas boas e negócios.
Priscilia: Falar de coisas boas. De empreendedorismo, contar um pouco mais dos seus insights. São quantos anos?
M: 17 anos de editora.
P: Para começar o nosso bate papo, conta quem é o Maurício?
M: Nasci psicanalista. Durante muito tempo me dediquei a psicanálise. Depois de velho fui fazer mestrado em psicanálise clínica. Tenho uma formação em filosofia. Sempre adorei estudar, então nunca parei. A área de editora surgiu porque eu tive uma ligação com banca de revista. Quem prestar atenção vão ver, nas bancas, uma etiqueta WSita – 90% do mercado de banca são nossas.
W é de Waldemar, meu pai. Criamos essa indústria há 40 anos. E somos líder de mercado de bancas. Essa proximidade com o tema ‘revista’ acabou me aproximando da área editorial. Comecei com uma revista chamada Vencer, onde fomos líder de mercado. Ela se transformou em Ser Mais e em função da necessidade da expansão para fora do Brasil, mudando o nome da editora para Literare Books International, porque fazemos lançamentos de livros em outros países.
P: Para elaboração de um livro existem processos. Se você tivesse que dar dicas para alguém que quer escrever um livro, quais seriam?
M: Vamos separar os livros: Romances e os livros de negócios.
Uma dica que vale para os dois; Ler Muito! Você tem que ler com olho clínico, entender a estrutura dos livros, porque isso é muito importante. Uma segunda dica: Ler muito. Dominar o assunto que quer escrever.
A área de negócios é muito importante que a pessoa transpire aquele assunto, que o assunto esteja dentro dela e que a pessoa esteja vivendo aquilo. Porque pesquisas e ‘Google’, o leitor percebe que falta consistência no conteúdo.
Escrever aquilo que conhece, para o público que você conhece. Às vezes, o escritor passa uma mensagem, mas para o público errado, por isso o escritor precisa focar no seu público. Se você vai escrever ‘Harry Potter’ é a linguagem para o jovem e adolescente e não outra.
Em compensação vai escrever um livro sobre literatura, filosofia ou sobre negócios, a linguagem tem que ser adequada também. São elementos básicos, que são importantes, além de disciplina e desapego porque o escritor vai escrever muita coisa que não serve para nada. Às vezes são capítulos inteiros, e se o escritor não fizer isso, a editora vai fazer. Eu mesmo já peguei livros que começam no capítulo 04, porque os três primeiros não tinha nada de bom.
Literatura são 95% de técnica e transpiração e 05% de inspiração.
Quem fala: ‘eu tive uma ideia e fiquei um final de semana inteiro escrevendo um livro’, se não tiver muita técnica de literatura, não prende o leitor. É como novela: termina em um ponto que todos ficam intrigados para saber como vai continuar o capítulo seguinte. Todos os livros precisam ter equilíbrio: começo, meio e fim. O conteúdo tem que ser bem estruturado, caso contrário o leitor não chega no fim.
P: Nós estamos vivendo a era digital e como fica o livro?
M: O livro digital não emplacou. Esse é um mercado que tem sua importância, muita gente lê no livro digital, mas o livro físico ainda tem um atrativo muito grande. Por exemplo: um das maiores editoras da Europa esteve no Brasil há três anos e compraram 03 editoras de livro impresso.
Ou seja, nenhuma grande empresa, que tem planejamento estratégico, visão de futuro, viria para um país comprar 03 editoras. Livro infantil vai ser impresso a vida inteira porque a criança precisa da atividade lúdica, precisa ver a figura em sua mão, voltar a página, e isso no digital isso não acontece, por mais que ‘tablet’ tenha outros recursos, como som.
Os pais vão continuar indo nas livrarias para que seus filhos escolham seus livros e isso é muito importante para o futuro da criança. O mercado digital tem sua importância. Nós vendemos o livro digital, mas ele tem um público pequeno, ainda.
P: Quando você pensa em lançar um escritor, ou um livro de coautoria, quais são as estratégias editoriais e comerciais que você traça?
M: Todo escritor quer ser lido e quer ganhar dinheiro com o livro e um ‘best-seller’ não é fácil. Às vezes o escritor não de dedica ao livro. O livro se tornar um ‘best-seller’ quando o escritor trabalha o livro.
Costumo dizer que o autor tem que ser generoso, tem que entregar. Um livro de negócios, o palestrante não pode escrever, nas páginas, que na sua palestra, ou em seu curso, o leitor vai saber mais.
É interessante a percepção que temos do público quando o escritor é autor ou coautor do livro – ambos têm a mesma importância. Até porque, livro de coautoria existe a dezenas de anos com grandes escritores.
Os professores de Harvard se reúnem e colocam 10, 15 autores no mesmo livro. A coautoria é importante, principalmente para o leitor porque o escritor/autor é obrigado a condensar o pensamento em seis páginas e o leitor, nessa época de internet, vai ter, em seis páginas, a essência.
P: Vou aproveitar o gancho e dizer que estou em um livro de coautoria, com essa editora incrível, e eu tive essa dificuldade. A editora pediu para enxugar meu material e eu não soube como, porque, queremos entregar tanto, e às vezes, por falta de técnica, não conseguimos trazer a essência. Importante termos uma editora que esteja perto, com uma equipe que te dê uma assessoria, que te ensine como fazer porque será apenas mais um livro na prateleira, que não vai ter venda, não vai ter nada, e o livro foi apenas para massagear o ego.
P: Maurício gostaria que você deixasse uma mensagem com um propósito empreendedor. O que te move?
M: Às vezes utilizamos de clichês: é ‘confuciano’ dizer que quando faz aquilo que gosta, você não está trabalhando. Mas é uma grande verdade. Tem que ter ‘tesão’ pela coisa. Gilberto Freire escreveu um livro, em 1980, que dizia, Sem Tesão Não Há Solução.
O cara é um grande psiquiatra! Não é ‘tesão’ no sentindo imoral da palavra, no sentido sexual. É o ‘elã vital’; aquilo que te faz levantar de manhã e falar ‘legal, tenho mais um dia pela frente’. Você precisa estar movido pelo o que gosta, porque, se faz o que não gosta para tudo e vai procurar o que realmente gosta. Porque isso deixa a pessoa realizada, mais equilibrada e mais feliz.
Eu sou mestre de meditação. Eu prezo muito o equilíbrio e você só vai estar equilibrado fazendo aquilo que gosta, se relacionando com pessoas que gosta. Priscilia percebo que você gosta do que está fazendo – você não está fazendo por obrigação, mas sim porque quer fazer.
Às vezes, a solução vem de quem está envolvido, presente na situação, interessado, em quem se preocupou olhar as coisas, e eu acho que isso faz parte do dia a dia de tudo. Só com muita vontade de viver, você consegue se realizar e se equilibrar – e é o equilíbrio que te leva a felicidade.
Se a pessoa for infeliz no trabalho, então 70% do seu tempo ela está infeliz. E tem coisa pior que isso?
Nos livros tentamos passar muito de desenvolvimento pessoal, como felicidade. Eu tenho meu livro de meditação onde eu falo que as pessoas precisam estar equilibradas, porque quem está desequilibrado, não está feliz.
P: Muito obrigada por esse bate papo delicioso. Momento de trazer inspirações para você e quem sabe você é o próximo a estar aqui? Até o próximo vídeo.

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